segunda-feira, 5 de abril de 2010

Londres impossível não gostar… (parte II)

Além de alguns dos lugares favoritos que mencionei anteriormente, Londres continua a ser também a cidade do Big Ben, do  Buckingman Palace e dos seus guardas, da abadia de Westminster, da Oxford Street, de Picadilly Circus, do London Eye, da Tower Bridge, do rio Tamisa…

2007_01220073                          Big Ben

2007_01220100                          Guardas do Palácio de Buckingam

P1220011                          London Eye junto ao Rio Tamisa

2007_01220184                          Oxford Street

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                           Tower Bridge

P1220014                          Armazéns Harrods

2007_01220075                          Abadia de Westminster

É o Convent Garden com as suas lojas pitorescas onde podemos comprar o incontornável chá inglês em belas caixas de folha ou simplesmente um bule e uma chávena para nos deleitarmos com o seu sabor, enquanto por todo o recinto ecoa a voz límpida de uma jovem que acompanhada do seu grupo de violinistas, nos leva a parar e esquecer por momentos  o trepidante movimento da cidade.

P1230026                    Covent Garden

Londres continua a ser a cidade das cabines de telefone vermelhas onde todos ligam para todo o lado mostrando que esta, é afinal uma das grandes metrópoles do mundo.

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É ainda a cidade dos táxis negros que percorrem todas as artérias da cidade e que trazem e levam aqueles que são seus companheiros para a vida ou os que só a querem namorar fugazmente, porque outras os esperam.

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É a Londres dos autocarros vermelhos de dois andares que nos permitem sair um pouco antes ou um pouco depois da paragem de destino, se o tráfico for intenso, e que nos dão uma outra perspectiva da cidade.

Do  Underground ou “Tube”, como os londrinos chamam ao seu metro, o mais antigo e extenso do mundo, cujos túneis em forma de tubo nos levam a estações envelhecidas, onde somos insistentemente abordados pela  incontornável expressão   “Mind the Gap” (cuidado com o espaço/vão entre apeadeiro e metro). Aliás o metro é sem dúvida o melhor meio para percorrermos a cidade.

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Além de tudo isto, muito mais haveria para dizer. Uma panóplia inesgotável de recomendações,    curiosidades, espectáculos, museus, jardins, parques, restaurantes…

Mas de que servirão intermináveis listas de recomendações se não estivermos lá para experienciar a liberdade, a diversidade fascinante que compõe esta vibrante cidade?  Porque quem lá vai quer sempre voltar, já que é impossível não gostar…

P1200065                          British Museum

P1220008                          Big Ben e Parlamento

 

Informações úteis:

Turismo:

http://www.visitlondon.com/

http://www.londonpass.com/index.asp?aid=218&gclid=CJGA0fvQ8KACFYx_3godjx4_Fg

Ir:

http://www.easyjet.com/PT/Reservar/easyjet_e_a_segunda_companhia_aerea_em%20_portugal.html

Ficar:

Existe uma oferta enorme de hotéis em Londres por isso é difícil indicar algum em especial. No entanto recomendo zonas como a de Kensington ou de Chelsea pela sua beleza e sossego

http://www.booking.com

Transportes:

http://www.londontoolkit.com/briefing/underground.htm – passes diários e de três dias para o metro
http://www.tfl.gov.uk/tickets/faresandtickets/oneand3daytickets/2911.aspx – mais passes diários e de três dias para o metro
http://www.tfl.gov.uk/ – tudo o que precisa  saber sobre transportes no Reino Unido. Tem mapas e outras informações.

Informações sobre o Estado do tempo:

http://www.mapsguides.com/w/reino_unido_previsao_meteorologica_londres_pt.php

segunda-feira, 15 de março de 2010

Londres, impossível não gostar…( parte I)

 

“Put the cat out the bag!”

Com esta expressão os ingleses pedem que lhes contemos os nossos segredos . Em boa verdade não tenho muitos para contar , mas não me nego àqueles, que eles, os ingleses, me queiram segredar. Aguardo assim, impaciente, mais uma viagem à cidade de Sua Majestade e ai talvez os possa descobrir.

Chego entretanto…

A minha curiosidade esmaga-se aos pés de cidades como Londres que terão sempre mistérios, que jamais Sherlock Holmes ou qualquer detective empoeirado de um livro de Agatha Christie, poderão desvendar. Mesmo assim prossigo a aventura, que infelizmente ou talvez não, nada tem de policial. Remeto-me à minha insignificante veia de detective de lugares mais ou menos comuns. E descubro ainda assim um pouco da eclética Londres, onde sinto sempre uma sensação de liberdade diferente, onde podemos ser aquilo que quisermos.

E eu que queria ser a “Dra. Watson” ou a secretária aplicada de Hércule Poirot!

Enfim, deixo para trás os meus devaneios e começo pelo Bairro de Nothing Hill. Adoro o clima deste bairro. As casa Vitorianas, pequenas igrejas, o mercado de Portobello aos sábados, galerias de arte, restaurantes de onde se evadem miscelâneas indecifráveis de aromas e   uma das minhas lojas favoritas, a “The travel Bookshop” dedicada só a viagens. Lá o tempo pára e acabamos por desejar a eternidade para termos tempo para  conhecer todos os lugares descritos nos livros que povoam geograficamente a pequena loja.

P6090152Casas Vitorianas

P6090153                    Igreja no Bairro de Nothing Hill

The Travel Bookshop em Nothing Hill

 P6080135 Caminho em direcção ao bairro de Kensington. No inicio do Verão, quando o sol decide aparecer, os jardins convidam-nos a passear ou  a ficar sentados à beira de um colorido canteiro a olhar quem passa, comendo um enorme  Muffin recheado com pepitas de chocolate cujas migalhas um esquilito curioso decide provar.

P6090159  Bairro de Kensington

P6090168  Kensigton Gardens

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P6090174        Hyde Park

Após o merecido descanso continuo um longo caminho até ao centro da cidade. Ali e acolá surgem pequenos recantos, galerias onde se respira o snobismo inglês, arte, cultura, comércio de massas, multidões multicolores, antigo e moderno. Tudo a  que tem direito uma grande metrópole como Londres.

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P6080140Montra de uma loja

P6080136Galerias

P6080143      St. James Park

Continua…

 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pais Basco Francês

Gostaria em primeiro lugar de esclarecer que o País Basco Francês (em basco Iparralde) é a parte mais ocidental do departamento francês dos Pirenéus-Atlânticos, parte da região histórica de Euskal Herria (o grande País Basco).

Este destino surgiu um pouco por acaso. Como é hábito gosto de viajar pela Europa de carro, de me perder e surpreender com lugares que não estão assinalados nos guias, de poder voltar atrás e rever uma última vez aquela paisagem, aquele recanto, aquele pedaço de mundo…

Assim aconteceu no final de Agosto passado. A região escolhida para férias era a de Dordogne em França. Os dias estavam anormalmente quentes no norte de Espanha e ao atravessar a fronteira em direcção a França, decidimos sair do auto-estrada e tomar o sentido  Biarritz.  Pedia-se um pouco de mar. 

O calor convidava-nos a um refrescante banho naquela  famosa e  aristocrática estância de veraneio. Por isso seguimos avidamente o cheiro forte a maresia. Ao longe vislumbravam-se as montanhas Pirenaicas semelhantes a uma enorme fortaleza que se deixa conquistar com a aproximação do oceano. E no fim da longa viagem uma belíssima praia abre-nos os braços, seduzindo-nos a ficar.

Começamos por Biarritz, uma deliciosa e colorida mistura de burgueses decadentes e surfistas bronzeados, sentados junto à marginal esperando pelas  melhores ondas que naquele dia teimavam em não aparecer.

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Depois seguimos para San Jean de Luz , uma charmosa vila piscatória com uma praia paradisíaca, onde nos banhamos numa água do mar a uns surpreendentes 25ºc, algo que eu não imaginava que pudesse acontecer tão a norte.

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San Jean de luz

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Em Agosto é praticamente impossível conseguir alojamento nestes destinos de praia. Então desvia-mo-nos um pouco para o interior da região. Aí a paisagem está pontilhada de aldeias  que parecem perdidas no meio de um verde luxuriante e que se revelaram demasiado aprazíveis para que as pudéssemos deixar sem as desfrutar convenientemente. Para deleite dos nossos sentidos as cores fortes do azul, verde e vermelho que preenchem as portas e as portadas das janelas contrastam com o branco imaculado das paredes, transformando a paisagem basca numa espécie  de terra encantada de um qualquer conto infantil.

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Village de Sare - Praça principal

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O simples mas muito acolhedor Hotel Lastiry - Sare

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Sare – paisagem  idílica da aldeia

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Campo de pelota Basca - todas as aldeias Bascas que visitei  possuem um campo como este onde se pratica a curiosa modalidade que surgiu na Idade Média. Muitos desses campos situam-se junto ás igrejas.

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Ville de  AinhoaDSC06116

                                       AinhoaDSC06117  Ainhoa

DSC06121     Vegetação desta Região é exuberante e magnifica como é possivel ver neste pequeno recanto da ville de AinhoaDSC06153

Ville  D’Espelette – Famosa pelos seus pimentões que são pendurados a secar nas fachadas das casas.

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Rua movimentada de Espelette -  com convidativas esplanadas para ali ficarmos simplesmente a contemplar o curioso ambiente  que nos rodeia e que nos faz pensar em como a Europa pode ser um continente tão pequeno e tão surpreendente pela sua riqueza paisagística, arquitectónica e fundamentalmente pela diversidade de culturas.

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Le petit Rhune, um dos únicos trens de Cramalheira de França. Sobe ao monte Larrun a 905 metros de altitude, onde nos deparamos com uma vista deslumbrante sobre o Golfo da Biscaia.

DSC06188                                   Catedral de Bayona

Vale a pena deambular pelo Pais Basco. É realmente uma região que tem uma aura diferente, onde  as tradições são parte fundamental de um  povo que as quer preservar!

 

Informações úteis

Turismo:

http://www.tourisme-pays-basque.fr/

Ir:

De preferência ir de carro.São cerca de 1000 km a partir de Lisboa, em direcção à fronteira de Vilar Formoso, seguir por Salamanca, Burgos, San Sebastian e entrar em França pela fronteira de Irun, Hendaye.

Dormir:

http://www.hotel-lastiry.com/

A não perder:

Museu Edmond Ronstand - http://www.arnaga.com/

Le Petit Train de la Rhune -http://www.rhune.com/

Gutas do Sare - http://www.sare.fr/grottes_sare.html

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Gstaad - Suiça

Uma das coisas de que me recordo  na minha infância era quando chegava o final do ano e ofereciam aos meus pais  calendários de parede que eles  penduravam na cozinha atrás da porta. A  mãe minha fazia uma escolha criteriosa, ficando com dois ou três que mostravam quase sempre belas paisagens.

Porquê as paisagens? - pergunto-me ainda hoje. Talvez  fosse uma maneira de viajar até aqueles destinos longínquos enquanto tratava dos seus afazeres domésticos, deixando por momentos a vida trabalhosa que a ocupava diariamente. Mas o curioso desses calendários que sempre estiveram presentes na minha casa enquanto fui criança e até mesmo jovem, é  que quase todos eles mostravam paisagens de montanha, com picos cheios de neve, belas aldeias com casas de madeira ou cabanas à beira de lagos cristalinos com pequenos barcos ancorados.

Estas imagens não eram só o refúgio da minha mãe. Também eu gostava de as contemplar. Imaginava-me a fazer longas merendas por entre o verde e as flores daqueles imensos campos, a mergulhar naquelas águas ou então a escorregar nas encostas repletas de neve.

Não havendo maneira de me desmaterializar para viajar até lá, ( talvez influências do Caminho das Estrelas) , limitava-me a tentar descobrir onde ficariam tais paragens edílicas e quase sempre desembocava numa resposta, Alpes e de preferência Suíços,  ( neste caso influências da Heidi com toda a certeza).

Finalmente em Maio de 2009, pude finalmente visitar a Suíça e comprovei “ao vivo e a cores” que  sempre existem as tais paisagens dos calendários.

A natureza não foi madrasta com este pequeno país, onde encontramos indescritíveis recantos de beleza, aliados a uma arquitectura pitoresca, bem preservada, principalmente nas localidades situadas na montanha.

Um dos lugares que me encantou foi Gstaad. É uma das mais famosas  e exclusivas estancias de ski do mundo e em Maio estava quase deserta. Talvez por isso me tivesse agradado ainda mais. As casas de madeira, as floreiras, as fontes, as esculturas espalhadas um pouco por toda a vila onde tudo se apresenta   limpo e arrumado nos respectivos sítios. Mas é isso que esperamos e queremos ver neste pais metódico, com um dos melhores níveis de vida do mundo. 

Por isso deixo-vos com alguns flashes de Gstaad, para que tirem as vossas conclusões e se for possível não fiquem pela paisagem do calendário.

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Informações úteis:

Turismo:

 http://www.gstaad.ch/de/

Dormir:

http://www.swissqualityhotels.com/QualityPackages/QPWinterGstaaderhof1.asp?_lang=en

http://www.hotelolden.com/

Ir:

http://www.easyjet.com/PT/Reservar/easyjet_e_a_segunda_companhia_aerea_em%20_portugal.html 

Com voos para Genebra a partir  de 60 euros por pessoa.  A partir daí alugar carro ou ir de comboio numa viagem de cerca de 2horas e 30 minutos que ronda os 40 euros, ida e volta.

http://www.sbb.ch/en/